registrar-seusuários
dia-a-dia icon Perguntas de criança

“— Como tem criança que não gosta de brócolis e couve-flor?”

“— Como tem criança que não gosta de ler?”Peter Pan e Wendy, Companhia das Letras, 1999

Perguntas feitas pela Laura, que esta semana completou nove anos. Quando entreguei no aniversário um livro de presente, me desculpei por ser a chata que dava livros; e a minha prima que estava ao lado, por ser a chatinha com outro livro. Ela respondeu que gostava de ganhar livros.

Eu já sabia que ela gostava de ler, mas não ao ponto de ganhar livros de aniversário... No dia seguinte à festa fui buscá-la na escola, e ela tinha ganhado um livro da professora. O aniversário rendera quatro livros ao todo.

A Laura não é nenhuma nerd. É uma criança que pratica esportes, brinca com os primos, navega na internet, assiste televisão, adora o campo e a praia, gosta de ler e tira A na escola. Gosta de brócolis e couve-flor, assim como gosta de hambúrguer e batata-frita.

É simplesmente uma menina inteligente e querida.
17.10.2008 • 16:47 • comentários (5)

dia-a-dia icon Nada de limonada

R$ 4,00 o quilo do limão em uma fruteira perto da minha casa. Será que é importado dos EUA? Ou outubro é o mês em que os limoeiros não dão limão? “A gente compra só um ou dois”, diz o Eduardo. “Que diferença faz o preço?”

O quilo do limão estava R$ 1,90 em julho; de uma semana para outra subiu para R$ 2,50 e logo no outro dia pra R$ 2,75. Caminhando algumas quadras, encontrei pelo preço de R$ 1,90. Talvez não tivessem reajustado ainda. Mas os R$ 4,00 de agora me assustaram.

Descobri que ver os números azedos do limão subirem não é maluquice minha. O negócio é tomar suco de laranja ou bergamota até o final do ano. Em 2006 o limão subiu 427% do início do ano até setembro, passando a ser vendido por R$ 3,00. Em 2004 aumentou 1000% no mesmo período e 2008 aumentou 14% de um mês para outro.

Portanto, limonada e cura do limão só no verão.

Procurando imagens para ilustrar este post, encontrei este interessante utensílio. Será que funciona? Porque sujar o espremedor para apenas um limão não vale a pena.

Espremedor de limão
À venda aqui.
13.10.2008 • 10:28 • comentários (0)

língua icon Papel especial

A piada a seguir foi contada pelo Tom Fernandes na comunidade Revisores do Orkut. Aliás, para quem quer discutir revisão de textos ou língua portuguesa é o melhor espaço que conheço no momento.
Papel especial

O autor pretensioso diz que sua 'obra-prima' deveria ser impressa em papel da mesma qualidade de seu texto.

O editor, de saco-cheio, responde:

— Seu livro devia ser impresso em soft flop 70gr dupla-face.

O autor sai todo satisfeito, mas resolve perguntar ao cara da gráfica que papel era esse.

Bem lacônico, o gráfico responde:

— Papel higiênico.
Bom, existe mesmo uma editora que publica em papel higiênico, mas prefiro nem divulgá-la.
11.10.2008 • 08:51 • comentários (0)

dia-a-dia icon Sandália vermelha e blusa amarela

Acabei de fazer uma choradeira aqui na editora, quando a Jake publicou o texto abaixo — sobre a minha mudança para Florianópolis — no blog dela.

Que saudade vou sentir de todos da editora!
Ela vai revisar as ondas...

Ela não tem cara de professora, de mestre, de revisora e de quase doutora. Mas ela é. Na primeira vez que a vi, usava uma saia jeans, sandália vermelha e blusa amarela. Professora, ela? E era. E veio trabalhar na mesa ao lado da minha. E veio para me ensinar a ser uma chata das palavras. E conseguiu.
leia mais...
10.10.2008 • 16:24 • comentários (2)

literatura icon O menino do dedo verde

Eu amava este livro quando era criança. Era do meu irmão mais velho, o Gaudêncio.O menino do dedo verde, José Olympio, 1980

Um livro grande, grande, cheio de texto, mas com algumas ilustrações para ajudar na imaginação. Eu queria tanto ter um dedo verde como o Tistu! E era tão triste o início. Os livros tristes me fascinavam, especialmente se terminavam com um final feliz.

Impossível ser mai triste que “Foguinho”, por exemplo, que também era do meu irmão. Aliás, os livros dele foram a minha biblioteca salvadora, pois na escola não tinha nada além de algumas lendas ilustradas, das quais gostava muito.

Estava com uns sete ou oito anos e resolvi ler “O pequeno príncipe”. Tava na moda. Todas as misses falavam dele. O Gaudêncio disse que eu podia ler, mas comentou que eu não iria entender nada. Li em mais ou menos uma tarde. Achei muito confuso mesmo! E não entendi nem um pouco das “parábolas” mesmo. Eu só lia linearmente. Só bem mais tarde fui gostar mais da rosa e dos baobás. Aliás, os baobás eram assustadores. Eu ficava desenhando cobras parecidas com chapéus para ver se os adultos tinham a mesma reação... Achava muito engraçada esta parte. De qualquer forma, dei como mais um livro lido. Adorava contar quantos livros já tinha lido. Era mais motivo de orgulho do que tirar notas altas.

Entre os livros pingando lágrimas tinha também “O meu pé de laranja lima” e “Os meninos da rua Paulo”. Mais tarde, “Os meninos da Rua da Praia” entraram para a lista, e com o agravante de ser uma história que se passava em Porto Alegre, tão pertinho...

Há alguns anos comprei em um sebo "O menino do dedo verde" e também a edição francesa do “Foguinho”, Poil de Carotte. Aliás, a Estante Virtual permite uma volta ao passado inimaginável. “O caso da borboleta Atíria”, que também se inclui entre os livros para chorar, embora bem mais animadinho, pode ser comprado por apenas R$ 3,50. Impressionante! O único problema é que não dá para conferir a capa, pois para garantir a volta no tempo é necessário que seja a mesma.
09.10.2008 • 11:47 • comentários (1)

design and coding by Eduardo Pinheiro, 2003-2006 • interDP engine v1.2